O Benfica atravessa um momento de reconstrução durante a primeira metade da temporada, possuindo fundações sólidas para evoluir até final de 2025/26. Duas competições aguardam a equipa, oferecendo oportunidades para atingir patamares elevados e consolidar um projeto de crescimento sustentado.
A Primeira Liga e a Liga dos Campeões apresentam-se como desafios em aberto. José Mourinho vê o campeonato doméstico cada vez mais distante, com rivais diretos como FC Porto e Sporting em posição vantajosa. Contudo, a época seguinte emerge como oportunidade para construir uma plataforma competitiva mais robusta e ambiciosa.
Desde sua chegada, o técnico enfrentou limitações na disponibilidade total do elenco. A chegada de reforços vindos do mercado potencia mudanças estruturais que poderão beneficiar as ambições das águias. Sidny Lopes Cabral demonstra versatilidade nas alas, tanto defensivamente como ofensivamente, com capacidade de atuar pelos dois flancos. Em seis partidas, já registou um golo e duas assistências, trazendo dinamismo aos planos táticos de Mourinho.
Rafa Silva retorna numa segunda passagem pelo emblema lisboeta, trazendo velocidade e tomada rápida de decisão. Mourinho pode explorá-lo na posição dez, atrás do avançado, maximizando suas características ofensivas. O regresso de lesionados, particularmente Bruma e Manu Silva, transforma o panorama tático disponível para o treinador de 63 anos.
Um sistema com dois avançados no centro apresenta-se como solução ideal, permitindo Rafa e Pavlidis em dupla, complementados por extremos abertos e dois pivots defensivos. Esta configuração espelha um Benfica autenticamente mourinhista, capaz de competir frente a gigantes europeus como Real Madrid. Bruma torna-se opção influente desde o banco, enquanto Schjelderup e Prestianni atravessam forma extraordinária.
Manu Silva alivia a sobrecarga de Enzo Barrenechea, Aursnes e Leandro Barreiro, essencial enquanto Richard Ríos permanecer lesionado. Jogadores sub-17 ascenderam à equipa principal com demonstrações de qualidade. Daniel Banjaqui oferece alternativa na ala direita defensiva a Amar Dedic, enquanto José Neto fornece flexibilidade para cobertura de Samuel Dahl.
Anísio Cabral desponta como promessa ofensiva, tendo conquistado a torcida desde sua estreia com um golo. O ponta-de-lança chegou ao Seixal como campeão do mundo sub-17, merecendo confiança imediata de Mourinho. O estratagema está definido, aguardando apenas sua implementação progressiva durante o calendário que se aproxima.




